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Para os profissionais de recursos humanos: É preciso ter coragem!!

 

Recentemente assisti a uma Palestra de Roberto Shinyashiki onde refletia exatamente essa questão: “Os Profissionais de RH precisam ter coragem”. E como não concordar com essa afirmação?!

 

Para a sobrevivência da área de recursos humanos nas organizações, precisamos ter uma atuação mais estratégica, precisamos ter coragem, sair de uma simples área de apoio/ suporte para atuarmos como uma área estratégica, que contribui com a gestão do negócio, participando e cooperando significativamente com as decisões que são tomadas.

 

Ao longo de minhas experiências na área de recursos humanos, tanto como funcionária, como consultora, é triste identificarmos profissionais que simplesmente optam por manter seus cargos e empregos nas organizações, omitem–se frente aos acontecimentos, e em algumas situações acabam “provando” do próprio veneno, com processos engessados, burocráticos e sem ética.                               

Como consultora da área de recursos humanos e atendimento a clientes, em certas ocasiões sou contratada para atuar em situações extremamente necessárias para sobrevivência da organização, situações essas que foram diagnosticadas, mas que muitas vezes os profissionais de recursos humanos não tiveram a “coragem” de fazer o que precisa ser feito. Ex: Processos de reestruturação e mudanças organizações, demissões, feedbacks etc.

 

Até quando vamos manter essa postura?

Nós precisamos dar o primeiro passo, assumindo nossa parcela de responsabilidade e contribuição na gestão do negócio, para enfim sairmos de simples área de apoio para uma área estratégica da organização.

 

Case:

Fui contratada para realizar um treinamento para uma equipe da área de atendimento ao cliente.  O representante da empresa afirmava que os funcionários não tinham perfil adequado, faltava comprometimento na equipe e baixo índice de resolução das problemáticas de atendimento aos clientes.

 

 Ao entrar em contato com a liderança o que observei foi um grupo de líderes extremamente despreparados para a função e que simplesmente ocupavam o cargo por estar há muito tempo na empresa, e em tese terem conhecimento técnico.

Ao longo do diagnóstico o que era para ser um simples treinamento para área de atendimento, passou a ser uma consultoria e reestruturação da área de atendimento que durou 2(dois) anos.

 

 Uma das fases deste trabalho foi desenvolver a liderança e para isso decidi aplicar Job Rotation, na intenção de identificar melhor as competências de cada um.  Ao implantar o Job Rotation, ficou evidente o despreparo técnico e comportamental desses líderes para tal função.

 

 E onde entra a área de recursos humanos nessa história?

 

 A área de recursos humanos tinha conhecimento desse fato, mas por questões de políticas internas e conveniências não atuava nessas deficiências, não treinava/ desenvolvia esses líderes, não demitia as pessoas sem perfil e competência, ou seja, não tinha coragem para atuar, e ao omitir–se  permitiu que essa situação continuasse, gerando muitos problemas para organização.

 

 Ao realizarmos feedback da avaliação desses líderes para a diretoria, o  profissional de recursos humanos não se surpreendeu com esse diagnóstico, mas automaticamente foi cobrado pelo presidente, por não ter atuado nessa situação. Constrangimentos à parte, o profissionalismo e a competência desse profissional é questionado, e em pouco tempo esse profissional é desligado da organização.

 

 Amigos de recursos humanos ocupem o seu lugar de direito dentro da organização, pois se assim não fizer alguém o fará. CORAGEM, essa é a palavra de ordem!!!

 

 

Elaine Moraes -Consultora Qualitas